ARQUITETURA
ROMANA - clique aqui
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. tipologias
arquitetônicas
. características construtivas
. evoluções técnicas
. considerações vitruvianas
A Arquitetura Romana
Localizadas
nas colinas do Palatino, ponto estratégico no Mar Mediterrâneo,
as aldeias de Esquilino, Célio e Aventino deram origem a Roma
- ou cidade das sete colinas. Dentro de sua tradição eminentemente
conquistadora, por volta de 117 d.C. toda a costa do Mediterrâneo
foi conquistada pelos povos latinos. Enquanto a religião grega
viam nos deuses manifestações poéticas abstratas,
os romanos os viam poderosos e vingativos, e eram adeptos dos sacrifícios.
Os edifícios deixam de lado parte do caráter puramente
espiritual para se tornarem elementos mais materiais, de uso do povo.
As tipologias
arquitetônicas encontradas podiam ser definidas por: termas -
casas de banho com requintes de conforto, constituídos por dois
edifícios, um balneário (banhos individuais, reservatórios
de água, academia, salas de conferência, palestras, ginásios.)
e o outro, um peristilo descoberto, sala de massagens, perfumes, etc).
Nas áreas externas, piscinas de água morna construídas
em mármore. No interior de grandes conjuntos, como por exemplo
os edifícios termais, o equilíbrio estrutural se baseia
principalmente na eliminação dos esforços diante
da compensação mútua sobre as paredes interiores.
No perímetro das edificações ocorre a solução
dos contrafortes, que podem ser externos, como vai acontecer mais tarde
no Gótico ou internos como era mais comum; os teatros: que teve
uma evolução formal se tornando um anfiteatro. A experiência
no uso de arcos e abóbadas e a experiência prática
no uso do concreto, habilitaram os romanos executarem nunca construções
antes vistas. A diferença essencial entre o teatro grego e o
romano é o fato do último não conter nenhum caráter
religioso. Possuía uma tribuna mais larga e a orquestra era ocupada
pelo povo. Enquanto o teatro grego era constituído nas encostas,
o teatro romano independia das encostas. Utilizavam filas superpostas
de arcos construídas de concreto para servir como encosta, na
qual assentavam o auditório. Os teatros poderiam ser assim executados
em qualquer lugar. Deram uma aparência de maior unidade aos espaços,
enxergando o teatro como uma só edificação. Com
exceção das peças teatrais, outros divertimentos
não tinham a necessidade de serem vistas de um ponto de vista
específica. De fato, eram vista igualmente bem de qualquer ponto
à volta. A partir daí criaram uma forma arquitetônica
para se ajustar a essa necessidade: dois teatros colocados de costas
com as paredes intervenientes removidas, resultando em uma arena oval
encaixada em um oval de assentos dispostos em filas escalonadas - o
anfiteatro, locais de combate entre gladiadores e feras, possuíam
uma pista elíptica cercada por degraus. Podiam abrigar 60000
pessoas como pro exemplo o coliseu. Ele possuía arcadas do exterior
repletas de esculturas. No andar inferior, meias colunas dóricas
adossadas sustentam uma arquitrave também adossada, no segundo
andar meias colunas jônicas adossadas e no terceiro, meias colunas
coríntias adossadas. Outra edificação comum eram
os circos, onde eram realizadas corridas de carros numa pista retilínea
dividida ao centro, com arquibancadas dispostas paralelamente. No que
tange ao urbanismo, construíram estradas, aquedutos, pontes e
redes de esgoto. A legião romana construiu estradas ligando-se
à Espanha, Grécia, Gália e Danúbio.
Quanto
aos templos, o templo romano difere do grego pela profundidade do pórtico
e a freqüência de plantas, ostentando a forma circular. O
templo romano precedente etrusco, construídos sobre um elevado
pódio, acessível por um lance de escadas. Dos templos
circulares eram conhecidos o Panteon no qual o arquiteto baseou-se nas
antigas tradições, técnicas e materiais romanos
para construir algo novo. A altura da cúpula é o diâmetro
da base, um grande hemisfério assentado sobre um tambor. Os romanos
já tinham acumulado a técnica da construção
de abóbadas, cúpulas e zimbórios. Os arcos são
construídos em forma de cunha, de modo a se estabilizar ao ser
colocada a última peça. Um arco no qual que se imprime
um giro de 360 graus se transforma num domo ou zimbório e é
construído com a ajuda de uma armação de madeira.
O zimbório do Panteão não necessita de chave porque
é feito de concreto. A forma final só foi possível
através do domínio que se tinha do concreto.
Quanto
à tecnologia construtiva, os romanos se aproveitavam das boas
soluções adotadas em outras regiões. Utilizaram
as abóbadas de berço com chave etruscas, assim como as
abóbadas de aresta (interseção de arestas), a alvenaria
de pedra seca aparelhada sem rejuntamento de argamassa e ainda desenvolveram
o concreto.
Devido
à tradição conquistadora e a dominadora, os arquitetos
se preocupavam com o transitório e econômico. Com isso
se deu o desenvolvimento da concreção, um método
construtivo que possibilitava a construção de muros de
grande espessura tendo a preocupação com o desperdício
de mão de obra e tempo na construção em pedra aparelhada
somente. A solução construtiva consistia em dois muros
delgados construídos paralelamente, preenchidos com argamassa
de saibro ou areia e cimento vulcânico denominado pozzolna. A
técnica do concreto foi primeiramente utilizada em II a.C. Era
barato, forte, maleável e podia ser utilizado em projetos grandiosos.
No Santuário da Deusa Fortuna em Prenestes, a encosta da colina
foi transformada em um complexo arquitetônico. Para a sua execução
faziam-se duas paredes baixas, acima do solo de tijolos com argamassa
e abaixo com fôrmas de madeira. O espaço era preenchido
com pedra britada conhecida como agregado. Depois disso vinha a inserção
do concreto líquido sobre e entre as pedras ligando-se à
argamassa e endurecendo. Logo após esse processo reiniciava-se
a partir daquela altura. À medida que o edifício crescia
a constituição do agregado modificava-se, pedras pesadas
eram utilizadas na base e outras mais leves por cima. Materiais muito
leves como pedra pomes eram utilizados como agregado nos zimbórios,
para o qual um cimbre circular de madeira era utilizado. Como eles utilizavam
tijolos pequenos, podiam executar paredes curvas. O concreto recebia
formas independentes.