"Visualização de Sistemas Complexos em Arquitetura e Urbanismo"
Prof. Flávia Ballerini | colaborador: Prof. Bruno Massara Rocha | Aluno: Polyana da Rocha
Palavras chave: tecnologia digital; mapas multimídias; interatividade


Resumo:

O principal objetivo desta pesquisa consiste da avaliação dos recursos de comunicação digital das informações que potencializem novas formas de representação do espaço urbano, principalmente no contexto local. Deste modo, esta proposta de investigação pretende avaliar as possibilidades do uso de recursos multimídias, buscando sempre a ampliação dos meios expressivos e dos canais de comunicação entre arquiteto - empreendimento - empreendedor. Então, para proceder à realização deste projeto, buscou-se inicialmente a leitura dos livros referentes à bibliografia da pesquisa, sendo assim possível iniciar uma avaliação dos mecanismos que propiciem a formalização de um programa, que auxilie os profissionais na busca pela visualização de dados e informações e possibilitem uma analise arquitetônica regional.


Para isto foi necessário esclarecer algumas questões referentes à cultura da informática, o tratamento e a manipulação das informações e os recursos multimídias interativos. Desse modo foi possível perceber que os sistemas interativos digitais poderão permitir a visualização de dados e sistemas complexos, tornando a representação da arquitetura e do urbanismo mais dinâmica e efetiva, acreditando ser necessária uma avaliação do conceito de interface que contemple a complexidade urbana e espacial percebidas na região do Vale do Aço.
Buscou-se deste modo, ampliar as formas de representação do projeto arquitetônico e os meios expressivos disponíveis ao arquiteto. A partir das possibilidades abertas pelos sistemas interativos digitais de manipulação da informação, passamos a produção de um mapa digital interativo que permitisse a visualização da diversidade de dados recolhidos pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo (7º período) sobre a região do Vale do Aço, contribuindo desse modo para a compreensão das questões que caracterizam e condicionam tal região.


Palavras-chaves: tecnologia digital, mapas multimidias, interatividade.


Introdução:

Baseando-se na justificativa de que qualquer hipótese que considere as implicações do uso das tecnologias digitais na produção de conhecimento arquitetônico pode ser rapidamente refutada e/ou substituída, dada a forma veloz com que os avanços tecnológicos ocorrem, impulsionados por novas demandas surgidas da aplicação prática e da especulação de ordem técnica e teórica, está pesquisa foi iniciada. Sendo que este indício de expansão tecnológica é que ressalta, um aspecto particular do conhecimento científico.
Pois segundo Karl Popper (1982), "a expansão do conhecimento não se refere à simples acumulação de observações ou à sua importância prática e social, mas sim à reiterada substituição de teorias científicas por outras, melhores ou mais satisfatórias que concorrem para a sua significação intelectual".
Já quanto à atualização das técnicas e das teorias de representação, a atuação procura definir a história da arquitetura. Desta maneira as técnicas que propiciaram a mediação entre idéia e edifício construindo participam como elementos constitutivos do repertório arquitetônico, sendo a perspectiva o exemplo clássico da intersecção dentre as técnicas de configuração e de representação dos novos procedimentos arquitetônicos.
Atualmente a arquitetura e as narrativas de projeto se configuram a partir de um conjunto de procedimentos mediados pelas tecnologias da informação: das etapas conceituais de projeto, passando pelas etapas de execução, à manutenção dos edifícios construídos. Conforme as considerações de Pierre Lévy que definem o conceito de ferramenta como sendo a virtualização da ação, podemos concluir que as tecnologias de informática, que estendem e ampliam a capacidade de ação e a criação do arquiteto constitui em ferramentas, não só de desenho, mas também de comunicação nos processos de concepção de um empreendimento arquitetônico.


Acreditando assim na necessidade de uma reavaliação das formas tanto de representação quanto de comunicação do projeto arquitetônico, acima de tudo diante dos avanços tecnológicos da comunicação digital, de modo a promover a constante atualização das teorias, dos conceitos e das ferramentas que possibilitam a mediação entre arquiteto, empreendimento e empreendedor, durante os processos de viabilização do projeto.
A busca de possibilidades para a ampliação dos canais de comunicação entre empreendimento - empreendedor - arquiteto, guarda consigo potencialidades virtuais, por exemplo, no desenho de uma nova interface gráfica. No entanto, a atualização desta interface, em situação, instaura uma nova dinâmica de colaboração, promovendo assim, uma ampla revisão nos sistemas de representação e comunicação do objeto arquitetônico.
Desenvolvimento: Então para iniciar-se o desenvolvimento desta pesquisa, buscou-se inicialmente o entendimento de alguns conceitos, aqui relacionados, como:

A realidade virtual.

Até a década de 80, os simuladores usados para treinamento de pilotos consistiam apenas em câmaras de televisão associadas a réplicas dos veículos. Mas com o advento da realidade virtual, porém, os computadores passaram a ser capazes de reproduzir ambientes externos com grande fidelidade, permitindo aos treinados responder a uma vasta gama de situações reais e imaginárias.
A realidade virtual é um tipo de interação com o computador, obtida com ajuda de capacetes, óculos, luvas e outros equipamentos, apoiadas na composição absolutamente realista de imagens tridimensionais, que dá a ilusão de estar presente num ambiente criado pela máquina. Também denominado ciberespaço, essa tecnologia abriu um campo de aplicações revolucionário para o entretenimento, a medicina e o treinamento industrial e militar.


A base do novo campo aberto pela realidade virtual é a tecnologia das imagens geradas por computador (CBI, de computer-generated imagery), capaz de reproduzir digitalmente nos computadores qualquer cenário do mundo externo. Outras tecnologias que confluíram para possibilitar a realidade virtual são: a holografia, que utiliza laser para criar imagens tridimensionais, os visores de cristal líquido, que substituíram os tubos de imagem dos televisores tradicionais por equipamentos de estado sólido mais poderosos, a televisão de alta definição (HTTV, de high definition TV), que introduziu nas transmissões de televisão métodos avançados de processamento de dados; e as técnicas de multimídia que combinaram vários tipos de apresentação (som, imagens móveis ou estacionárias) num único terminal de computador.
Para entrar num ambiente virtual, o observador deve usar capacete ou óculos equipados com pequenas telas colocadas exatamente diante de cada olho. Além disso, precisa vestir roupas ou luvas equipadas com sensores, que transmitem ao computador qualquer mudança na posição do observador dentro do ambiente, para que se possa fazer ajustes na imagem.


A realidade virtual remonta a 1929, quando foi criada a primeira cabine para treinamento de vôo, que imitava em tudo uma cabine real e ensinava os jovens pilotos a utilizar instrumentos à noite e em condições atmosféricas adversas. Desses primitivos simuladores até os modernos sistemas de realidade virtual há um longo caminho de aperfeiçoamento tecnológico, cujo impulso está no crescimento pelo processamento digital.
A partir de 1970, já era possível produzir em computador imagens animadas de objetos que mostravam cores, texturas e mudanças de orientação espacial que reproduziam qualidades de seus equivalentes no mundo real. Criaram-se efeitos de mudanças de iluminação e simulacros da ação da gravidade e de outras forças sobre os objetos do mundo virtual. O objetivo seguinte foi à interação, ou a manipulação "real" do ciberespaço.
As novas tecnologias permitiam simular ambientes virtuais como o Simnet (sigla para simulator network ou rede de simulação), lançado em 1989 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Foi o primeiro projeto de uma rede experimental em que homens do Exército e da Força Aérea puderam exercitar-se em operações militares por meio de sistemas interativos em tempo real. Isso significa que os treinados puderam interagir com as situações de combate propostas pelo sistema e obter no mesmo momento de suas ações as reações inteligentes do "inimigo".


Um dos campos mais amplos e promissores para a realidade virtual é o do treinamento de astronautas para os vôos interplanetários e a vida nas estações orbitais.
Com ajuda da realidade virtual, os futuros exploradores do espaço podem exercitar o telepresença, forma de interação à distância com o mundo físico, por meio da manipulação de robôs.
Virtualização do texto (Hipertexto). Desde as origens mesopotâmicas do texto, seu objetivo tem sido abstrato, independente de um suporte físico e virtual, sendo que esta entidade virtual atualiza-se em múltiplas versões, traduções, edições, exemplares e cópias. Sabemos que ao interpretar um texto, ao dar um sentido a este aqui e agora, o leitor leva consigo uma gama de atualizações, no sentido da leitura, e não no sentido de realização, que seria uma seleção entre possibilidades.


À configuração dos estímulos, de coerções e de tensões que se pressupõe em um texto, a leitura resolve de maneira inventiva e única o problema de sentido. Desta maneira a inteligência do leitor levanta por cima das páginas vazias e esburacadas do texto uma paisagem semântica móvel e acidentada.
"Aqui, não é mais a unidade do texto que está em jogo, mas a construção de si, construção sempre a refazer, inacabada... O texto serve aqui de vetor, de suporte ou de pretexto à atualização de nosso próprio espaço "mental".


As passagens do texto s'ao correspodentes, e "seguindo ou n'ao as instru;'oes do autor, viramo-nos assim carteiros do textos, viajando de uma margem a outra da p[agina, mas podendo desobedecer estas instru;'oes, tomar caminhos transversais, produzir dobras interditas, estabelecer redes secretas, clandestinas, fazer emergir outras geografias semanticas.


As vezes confiamos fragmentos do texto aos povos de signos que nomadizam dentro de nos, essas ins[ignas, esses oraculos nada tem a ver com as inten;'oes do autor nem com a unidade semantica viva do texto, mas contribuem para criar, recriar e reatualizar o mundo de significacoes dos textos".
Já a hipercontextualização é o movimento inverso da leitura, no sentido em que produz, a partir de um texto inicial. Aqui o texto é transformado em problemática textual, mas só existe há problemática se considerarem acoplamentos humanos-máquinas e não somente processos informáticos.
Mas o hipertexto não se deduz logicamente do texto fonte. Resulta de uma série de decisões, que regulam o tamanho dos nós, o agenciamento das conexões, estrutura da interface de navegação, "é um tipo de programa para a organização de conhecimentos ou dados, a aquisição de informações e a comunicação" .
Desde a década de 90 que inúmeras universidades vêm desenvolvendo sistemas de hipertextos que permitam a visualização de dados e conhecimentos, mas em sua maioria, são sistemas voltados para o ensino e a comunicação de dados entre pesquisadores. Sendo que estes hipertextos avançados possuem inúmeras funções complexas que são disponibilizadas visualmente em computadores de grande ou médio porte.


Já nos dias de hoje existem no mercado vários programas de computadores que permitem a seus usuários construir seus próprios hipertextos, mesmo sendo de um jeito meio rudimentar, mas permite. Entretanto, a construção de bases de dados com acessos intuitivos que combinam; som, texto e imagem. Mas mesmo assim, ainda são em maior número os sistemas de hipertexto para computadores pessoais, estando assim relacionado à formação e à educação, pois o hipertexto ou a multimídia interativa se adequam a estes usos educativos particularmente, por ser fundamental o papel de envolvimento pessoal do aluno no processo de aprendizagem.
Afinal, quanto mais ativamente uma pessoa participar da aquisição de um conhecimento, mais irá se integrar e reter aquilo que vier a ser aprendido. E é esta multimídia interativa ou este hipertexto que favorecem uma atitude exploratória, ou mesmo lúdica, face ao material a ser assimilado, portanto estes instrumentos são importantes e bem adaptados a uma pedagogia ativa.

Desenvolvimento de um objeto:

Esta etapa teve a finalidade de propor a construção de um mapa multimidial interativo, sendo que num primeiro momento, surgiram as primeiras dúvidas: que assunto abordar? Porque falar sobre determinado assunto? Como diagramar este projeto? Então adotando a metodologia projetual, usada por Munari (2000), que nos deixa claro, que projetar é fácil quando se sabe como fazê-lo.
O método projetual consistiu simplesmente em uma série de operações necessárias, dispostas em uma ordem lógica, começando com a descoberta de um problema até a sua solução, com a finalidade de conseguir um resultado máximo com o mínimo de esforço.
Problema. Está busca foi destinada à procura de um "problema" regional, detectando junto com os alunos do sétimo período do Curso de Arquitetura e Urbanismo do UnilesteMG; A atual transformação sofrida pela Região do Vale do Aço, em Região Metropolitana do Vale do Aço, tendo como aglomerado urbano as cidades de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso e como colar metropolitano as cidades de Açucena, Antônio Dias, Belo Oriente, Braúnas, Bugre, Córrego Novo, Dionísio, Dom Cavati, Entre-Folhas, Iapu, Ipaba, Jaguaraçu, Joanésia, Marliéria, Naque, Periquito, Pingo D'Água, São José do Goiabal, São João do Oriente, Sobrália e Vargem Alegre.


Quais as melhorias a região do Vale do Aço poderá sofrer ao se tornar uma região metropolitana? Está é uma pergunta constante na região, pois o assunto vem sendo discutido regularmente nas cidades do aglomerado urbano com o intuito de mostrar a população que a Lei Complementar no. 51/98 elaborada pelo deputado Ivo José, que cria a Região Metropolitana do Vale do Aço permite:"... que as cidades da Região viabilizem projetos comuns e criem um sistema de gerenciamento único, com a participação dos prefeitos, vereadores, empresários, trabalhadores e, enfim, toda a sociedade civil".
Através da Iniciativa da Região Metropolitana, a grande beneficiada é a população, que passa a ser mais bem atendida, com serviços públicos de qualidade, como transporte coletivo regional, saneamento básico, meio-ambiente, centro de abastecimento hortifrutigranjeiro, telecomunicação, entre outros.
Sua concepção original permite que as cidades se agrupem de forma solidária e busquem alternativas para o desenvolvimento econômico e social da Região.
É quase impossível, diante das transformações do mundo, imaginar que as soluções para os problemas de uma cidade se restringem aos seus limites geográficos.
Como também imaginar que os problemas causados pelos desajustes da política econômica brasileira serão solucionados sem a participação ativa de toda a sociedade, se organizada.
Definindo o problema. A intervenção arquitetônica e urbanística integrada em uma Região Metropolitana, como a do Vale do Aço, tendo em vista suas restrições e potencialidades de desenvolvimento. Abrange desde uma análise integrada do meio ambiente metropolitano (ou regional), como a elaboração de diretrizes de planejamento, de desenho urbano e de programa arquitetônico, até o desenvolvimento de principais detalhes construtivos, a compatibilização de projetos elétricos e hidráulicos, especificações de materiais e técnicas construtivas.


"Considerando os impactos ambientais das propostas na sua relação com a infraestrutura urbana de trânsito.
" Desenvolvendo e aplicando noções de paisagismo em grande escala.
" Estudando casos de propostas de planejamento urbano, de desenho urbano, e de paisagismo de espaços livres.

Elementos do problema (objetivos)

Então, achou-se por bem determinar aqui alguns objetivos, visto ser o Vale do Aço uma região enorme, com inúmeras peculiaridades e necessidades a serem solucionadas. Sendo estes:
·Conceber, desenvolver e apresentar projeto de arquitetura, urbanística e da paisagem de caráter híbrido e complexo (habitações, shopping, serviços, escritórios, hotel, parque, infraestrutura urbana, passarela, etc.) que incorpore conceitos e parâmetros ambientais, bioclimáticos e ecológicos (sustentabilidade, energias limpas, mínimo impacto urbano-ambiental, materiais ecológicos, tratamento de resíduos, ciclo de vida, etc) de forma operativa, tendo em vista as especificidades da realidade local.
·Levantar dados econômicos, sociais, físicos, geográficos, culturais, políticos, urbanísticos, ecológicos, ambientais, tecnológicos, demandas por espaços e atividades que sejam de interesse e que justifiquem investimentos do setor privado da incorporação imobiliária e que possibilitem operações urbano-ambientais com contrapartidas para o setor público e para a comunidade local.
·Desenvolver a capacidade de transitar e de dialogar por entre as diferenças próprias da dimensão da cultura globalizada e o particular da identidade característica de uma localidade conformada socialmente, tanto em seus aspectos históricos e sociais, quanto nos aspectos tecnológicos e construtivos.
Recolhimento e análise de dados. Antes de qualquer coisa é preciso entender o que é uma região metropolitana, suas características e suas funções. Para isto buscamos aqui primeiramente esclarecermos algumas duvidas ou questionamentos futuros sobre: o que é a Região Metropolitana do Vale do Aço? É um aglomerado urbano formado por quatro cidades, que se unem para buscar soluções inovadoras para os problemas comuns entre elas, sendo:


Coronel Fabriciano. Cidade fundada no ano de 1948, a uma altitude de 250m, tendo hoje uma população de aproximadamente 95.933 habitantes, com uma área total de 221,7 quilometro quadrados e densidade demográfica de 432,72 habitantes por quilometro quadrado.
Timóteo. Fundada em 1962, a uma altitude de 333m acima do mar, tendo aproximadamente 70.325 habitantes hoje, cidade com uma área total de 145,6 quilometro quadrados e uma densidade demográfica de 483,00 habitantes por quilometro quadrado.
Ipatinga. Fundada no mesmo ano que a cidade de Timóteo (1962), à 240m de altitude, possui hoje uma população de aproximadamente 206.338 habitantes, em uma área total de 166,0 quilômetros quadrados, tendo assim uma densidade demográfica de 1.243,00 habitantes por quilometro quadrado.
Santana do Paraíso. Esta é a mais nova cidade do Vale do Aço, fundada no ano de 1993, a uma altitude de 285m acima do mar, atualmente possui uma população de aproximadamente 16.918 habitantes, em uma área total de 276,4 quilômetros quadrados, tendo uma densidade demográfica de 61,21 habitantes por quilômetros quadrados.


A forma de organização da região metropolitana é moderna e democrática, respeitando a autonomia de todos os municípios participantes. Sendo que os outros municípios incluídos, como Antônio Dias, Jaguaraçu, Marliéria, Entre Folhas, Naque, Periquito, São José do Goiabal, entre outros, fazem parte do Colar Metropolitano que é formado pelas cidades que não fazem parte do aglomerado urbano, mas influenciam em sua economia.
A lei que institui a formação da Região Metropolitana permite que as cidades desta região viabilizem projetos comuns e criem um sistema de gerenciamento único, com a participação dos prefeitos, vereadores, empresários, trabalhadores e dos moradores da região e do colar metropolitano. Pois através da iniciativa da transformação em Região Metropolitana, o grande beneficiário é a população, que passa a ser mais bem atendido, com serviços públicos de melhor qualidade.
Podemos aqui citar alguns exemplos práticos para se entender melhor o que pode ser modificado com a implantação da Região Metropolitana.
1.Transporte Coletivo Regional;
2.Saneamento Básico;
3.Meio Ambiente;
4.Abastecimento;
5.Telecomunicações;
Tendo como base à implantação destas atividades ou necessidades regionais para a consolidação da Região Metropolitana, como nos foi passado pelas Prefeituras Municipais de tal região, busca então saber posteriormente quais os terrenos, ou quais as áreas possíveis para a implantação de tais equipamentos urbanos.
Chegando assim a lugares como as margens da Nova BR-381, que corta três das quatro cidades da Região Metropolitana e é uma área com inúmeras peculiaridades, pois além de possuir um meio de escoação de mercadorias pela própria rodovia, também possuirá outro meio de transporte com a mesmo função, que seria o transporte ferroviário, visto que a Nova BR-381, segue as margens da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
Já a cidade de Santana do Paraíso é a mais carente de infra-estrutura, tanto por ser a mais recente, com pouco mais de 10 anos de fundação, quanto pela lenta administração que vinha tendo até pouco tempo. Mas agora a cidade passa a sofrer um processo de urbanização mais acelerado, que promete ficar cada vez mais intenso, pois fica claro que com a implantação da Região Metropolitana, a cidade de Santana do Paraíso é a que sofrerá maiores transformações por conservar até hoje ares de zona rural em plena zona urbana.


Agora, quem define onde serão aplicados os recursos, destinados para a região metropolitana é a Assembléia Metropolitana, pois cabe a ela a gerência desses recursos, como também aprovar os projetos e programas de interesse de toda a região, sendo esta formada por: 1 - Prefeitos dos municípios que compõem a Região Metropolitana; 2 - Vereadores das Câmaras Municipais que compõem a Região Metropolitana, na proporção de um vereador para cada cinqüenta mil habitantes, ou fração; 3 - Dois representantes da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais; 4 - Dois representantes do Poder executivo estadual, indicados pelo governador do Estado; 5 - Um representante do Poder Judiciário, escolhido entre os juízes titulares das Comarcas da região Metropolitana e indicado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais; 6 - Quatro representantes do Colar Metropolitano, eleitos por seus pares, sendo dois prefeitos e dois vereadores.
Mas estes recursos não precisam ser fornecidos única e exclusivamente pela Assembléia Legislativa, eles podem ser conseguidos também com empresas do setor privado, como Usiminas, Usimec, Acesita, Cenibra, Belgo Mineira, Guilma Amorim, Grupo Pedreira um Valemix, Preservar, Comae, Grupo Vadiesel e Toyota, Nápoles Concessionária, CVC Concessionária, Telemar, Oi Celulares, Dadalto, Bretas Supermercados, Consul Supermercados, Papelarias 14zero4 e Mendanha, Posto Ale, Posto Shell, Universidade do Leste de Minas Gerais, Unipac, Fadipa, TV Leste, Rádios: 95 FM, 99.5 FM, Itatiaia, Telemig Celular, Tim Maxitel, Atacadão Vale do Aço, que foram muitas das empresas pesquisadas que se dispuseram a empreender muitos dos empreendimentos citados e propostos por esta pesquisa, como se pode perceber na tabela abaixo:
Timóteo
Empreendimentos Empreendedores
Mini MallCinemaTerminal IntermodalCentro de Exposições de Produtos InoxTeatroParque de Exposições Agropecuárias Telemig CelularTim MaxitelItatiaiaAcesitaGrupo Vadiesel e ToyotaCVC ConcessionáriaTelemarOi CelularesPosto Ale
Coronel Fabriciano
Empreendimentos Empreendedores
Centro de Abastecimento AlimentícioCinemaTeatroCentro Universitário CenibraGrupo Pedreira um ValemixNápoles ConcessionáriaCVC ConcessionáriaOi CelularesDadaltoBretas SupermercadosUniversidade do Leste de Minas Gerais Atacadão Vale do Aço
Ipatinga
Empreendimentos Empreendedores
Centro de Abastecimento AlimentícioTerminal IntermodalCentro UniversitárioCentro de Distribuição de Produtos de Grande Porte UsiminasGrupo Pedreira um ValemixPreservarComaeGrupo Vadiesel e ToyotaTelemarOi CelularesDadaltoBretas SupermercadosConsul SupermercadosPosto ShellUniversidade do Leste de Minas Gerais, UnipacFadipa
Santana do Paraíso
Empreendimentos Empreendedores
Shopping MallCinemaTeatroParque de Exposições AgropecuáriasCentro de DistribuiçãoRodoviáriaSupermercadosEscolas ParticularesRestaurantesPousadas ou HotéisClubes AquáticosParque de Passeios CenibraBelgo MineiraGrupo Pedreira um ValemixComaeNápoles ConcessionáriaCVC ConcessionáriaBretas SupermercadosPosto AlePosto ShellAtacadão Vale do Aço


Levantados estes dados, passamos então para o desenvolvimento da mídia, que se formalizou da seguinte maneira, Veja o processo construtivo a seguir:

Figura1) Para iniciar qualquer tipo de projeto ou programa interativo, é necessário antes de tudo abrir o aplicativo a ser utilizado, neste caso, o Director MX foi o escolhido. Figura 2) A primeira atitude a ser aplicada no projeto ou programa, está relacionada com a dimensão a ser estabelecida para a tela do filme (neste caso estabelecemos 800 x 600 pixels). Figura 3) A seguir é necessário que se importe às figuras, fotos e imagens a serem inseridos no filme. Sendo que estás iram inicialmente para uma caixa chamada Cast: Internal [Aqui é possível visualizar o processo para importar os objetos necessários ao filme. (figura 4)]. Figura 5) Em seguida é bom salvar o programa ou projeto, para que assim se crie um endereço virtual para o mesmo, a partir daí deve-se salvar periodicamente o filme, pois caso aconteça algo inesperado, será possível salvar o máximo possível do filme. Nesta imagem pode se perceber como foi criado o endereço virtual do filme em questão.(figura 6). Figura 7) Mesmo já tendo importado os objetos para o filme ainda é necessário inseri-las ao projeto, para isso é preciso segurar o ícone e arrastar até a tela, para que assim a imagem apareça no filme e assim seja possível sua diagramação. Figura 8) Para se criar um botão, é preciso clicar no ícone da barra de tarefas do lado esquerdo da tela. Figura 9) Assim criam-se os ícones de botões. Criamos aqui quatro botões, um para cada cidade que represente a região metropolitana (Ipatinga, Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso). Figura 10) Criados os ícones, agora é necessário organizá-los de maneira que cada ícone fique em cima de sua respectiva cidade no mapa, que inicialmente ocupará toda tela. Figura 11) Outra função que utilizamos neste filme foi a de texto, que nos permite criar várias animações que serão demonstradas durante o processo construtivo do filme. Figura 12 e 13) Neste aplicativo, é possível modificar o tamanho, as cores, a fontes e a forma dos textos. Para isto é necessário solucionar as palavras e modificar, neste caso, a cor para vermelho, a fonte para arial e o tamanho para 52. Como demonstram as figuras 12 e 13, visto ser possível realizar estas funções também nos botões, já criados no filme. Figura 14) Com a diagramação inicial do filme já estabelecida, passamos agora a animá-lo, para isso é necessário selecionar um botão, clicar no botão direito do mouse e selecionar a função frame script. Figura 15) Que abrirá a caixa demonstrada na figura ao lado (fig. 15), onde deverá está escrito: (1 on exitFrame me / 2 Go to frame 1 / 3 end), com este comando é possível animar todo um filme, sendo necessário, mudar somente o número do frame para o qual o filme deverá seguir. Figura 16) Para visualizar a animação é necessário clicar como demonstra a figura 16, no ícone play, que se localiza na barra superior da tela. Utilize sempre este comando quando quiser visualizar a animação. Figura 17) Outro comando utilizado para a execução desta animação, foi o de mudar de página sempre que o mouse entrasse em contato com alguma palavra, como no caso Acessos. Figura 18) Para isto é necessário selecionar a palavra Acessos, clicar com o botão direito do mouse em cima dela e selecionar o comando Script. Figura 19) Selecionado está função deve-se destinar à palavra o seguinte comando (1 on mouseWithin / 2 go to frame 91 / 3 end mouseWithin). Neste caso destinamos o frame 91 para seguir a animação, mas com as outras palavras o frame foi modificado. Figura 20) No frame destinado para a palavra Acessos inserimos outra caixa de texto, com a mesma palavra, mas desta vez num tamanho maior e com uma cor mais escura, para que assim seja possível destaca-la entre as outras palavras escritas como Leis, Terrenos, entre outras.
Figura1 Figura 2
Figura 3 Figura 4
Figura 5 Figura 6
Figura 7 Figura 8
Figura 9 Figura 10
Figura 11 Figura 12
Figura 13 Figura 14
Figura 15 Figura 16
Figura 17 Figura 18
Figura19 Figura 20
Para a construção deste mapa interativo utilizamos somente estes dois comandos para a animação, assim desta maneira julga-se ter uma exata noção de como é possível visualizar um sistema complexo e interativo, sem ter necessariamente que se utilizar um aplicativo complexo, pois a questão da complexidade está em descobrir como torna-la simples. Foi isto que nos motivou na busca de uma visualização simples, mas interativa e principalmente comunicativa, agilizando a interação entre arquiteto e cliente / empreendimentos e empreendedor / local e legislação, dentre outros.

Conclusão:

Chegando ao fim desta pesquisa podemos concluir o quanto à informática e seus programas influenciam nossa vida, pois coisas que anteriormente demorariam dias, ou até mesmo meses para serem realizadas, hoje acontece em questões de horas. E isso pode ser expressado, quando lembramo-nos do primeiro computador que ocupava uma sala inteira (como foi citado num dos primeiros capítulos desta pesquisa) e hoje muitos anos depois, temos a nossa disposição uma tecnologia que nos permite carregar um computador debaixo dos braços, como no caso dos Notebooks.
Mas, como se não bastasse, a tecnologia ter reduzido tanto a massa, quanto o tamanho dos objetos, ela também foi responsável pela possibilidade de podermos visualizar sistemas complexos em diferentes áreas, desde a mecânica - como no caso de se estudar um motor de carro, sem necessariamente ter de estar presente junto ao mesmo - na medicina, - onde é possível visualizar todas as partes do corpo humano, sem ter de se estudar em um cadáver, até na arquitetura. Pois esta pesquisa alcançou seu objetivo de visualizar os sistemas que possibilitam a construção de uma Região Metropolitana, desenvolvendo uma mídia onde é possível escolher desde o terreno, passando pelo programa, até seus empreendedores.
Mas, mesmo assim, este programa não se encontra finalizado, pois a atualização dos dados, hoje, não acontece automaticamente, ficando deste modo um próximo passo a ser realizado, que consistiria na conexão desta mídia em uma rede neural que possibilitasse sua atualização automática.


Referências bibliográficas:


POPPER, K. R. Conjecturas e Refutações: Pensamento Científico. 2ª ED. P. 241.
ENGELI, M. Bits and space. Basel: Birkhäuser.2001
JOHNSOS, S. Cultura da Interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2001.
LÉVY, P. O que é virtual? Rio de janeiro: Editora 34, 1999.
LÉVY, P. As tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.
REGIÃO METROPOLITANA DO VALE DO AÇO: A lei que veio para mudar a qualidade de vida no vale do aço. Ipatinga. 2004.
MUNARI, B. Como nascen los objetos? 8ª ed. Barcelona: Editora Gustavo Gili S.A. 2000.
Agradecimentos: Á meus pais, Luciana e Josana, e ao meu querido professor Bruno Massara, que me proporcionou a oportunidade de concretizar este trabalho. Durante a realização desta pesquisa contei com a ajuda e a colaboração de algumas pessoas as quais gostaria de agradecer, como, Flávia Ballerini e Isa Helena Tibúrcio, mestres e professoras do UnilesteMG, que por muitas vezes me orientaram e incentivaram a prosseguir na realização e na busca de concretizar está pesquisa. A vocês, obrigada.
Data: 31 de agosto de 2004.