1. A
saída pela alta tecnologia
Desde meados
do século XIX a arquitetura se desenvolveu sobre a base das possibilidades
formais da utilização de novos materiais e do suporte das
tecnologias. Referência clássica: Palácio de Cristal e Torre Eiffel.
Nos anos 60 do século XX apareceram as utopias tecnológicas (Metabolistas e Archigram), e nos anos
80, retorna uma confiança racionalista na tecnologia. Nas sociedades
avançadas, a tecnologia é a ideologia universal, a "única
saída". O modelo assume uma rejeição aos jogos formais decorativos e arbitrários, admite a vigência dos princípios básicos das vanguardas do
início do século: tecnologia como fonte de inspiração, e busca resolver o máximo de questões com o mínimo de forma.
As principais
características:
.
em muitas obras high tech, mostra-se que a arquitetura,
projeto e construção não só fazem parte de
uma só unidade, mas que o projeto gira em torno da função
estrita de sua realização, da forma de construção
e do momento épico de sua elevação.
. a maior parte
apresenta elementos mais agressivos, duros e anti-humanos derivados das
utopias dos anos 60 e 70. É evidente um grande papel cenográfico
deste tipo de arquitetura, definir uma linguagem comercial, um logotipo
empresarial, ser símbolo da expressão do poder.
Principais Arquitetos:
. Norman Foster:
cuidados desenho, isento de brutalismo arquitetônico.
Ex: arranha-céus Hong Kong Shangai Corporation. Expressão
máxima do poder da tecnologia. Evidencia o processo de montagem.
As fachadas mostram os núcleos de serviço, instalações,
elevadores, escadas. Protetores solares horizontais com forma aerodinâmica.
Acredita que arquitetura de alta tecnologia "resolvesse de forma integrada os
diversos condicionantes e elementos". Conceitos de flexibilidade
e participação dos usuários. Trata-se definitivamente
de mais uma ocasião em que a arquitetura mostre claramente como
chegar a ser um contundente símbolo de poder econômico. Modelo
de perfeição e síntese. Ênfase na poética
de montagem das peças.
Renzo Piano:
Opta pela tecnologia e se desembaraça das preocupações
teóricas típicas de seus compatriotas e da busca da qualidade
em formas herdadas da tradição.
Projeto de ampliação do IRCAM em Paris, apresenta ressonâncias
evidentes da transparência e composição da Maison
du Verre de Pierre Chareaux.
Arquitetura rigorosa e sobriamente tecnológica, paixão pelo
desenho de componentes individuais que se articulam em um todo coerente,
seguindo uma idéia global. Evidência das partes ativas. Influências
de Buckminster Fuller e Z. S. Mackowski, Waschsmann, Le Ricolais.
Jean Nouvel:
Container envidraçado. Um edifício homogêneo que abriga
atividades diversas implicando em evidentes disfunções:
cruzamentos de circulação, confusões entre espaços
públicos e semi-privados. Tendência que conduz a edifícios
gigantes com uma grande multiplicidade de funções dentro
de um mesmo ambiente. Ex: Rem Koolhaas.
Santiago
Calatrava: As formas de cada construção são o resultado
da expressividade formal do prórpio caminho das forças.
Paradigma de dois opostos: a máquina e a obra de arte. Influências
de Gaudi, Félix Candela, Eero Sarinem, Kenzo Tange, Pier Luigi
Nervi e Jorn Utzon. Segundo o autor, ele rompe as fronteiras tradicionais
entre escultura, arquitetura e engenharia, mas depois cai num maneirismo
e arbitrariedade.
Richard Rogers:
Jacques Herzog e Pierre de Meuron:
Michael Hopkins:
Cedric Price:
Ove Arup:
Peter Rice:
Final dos
anos 80: estética da máquina banhada com o saber da metrópole
dos fins do séc. XX.