HISTÓRIA E TEORIA DA TECNOLOGIA NA ARQUITETURA
T E R R I T Ó R I O S . O R G ..

Este site apresenta textos introdutórios acerca da história e da teoria da arquitetura e do urbanismo, tendo como referência movimentos, grupos e períodos cuja ênfase prioritária tenha sido dada aos avanços arquiteturais possibilitados pelo desenvolvimento tecnológico e seus rebatimentos nos estilos de vida e produção de espaços.

TECNOLOGIA

do Gr. technologia < téchne, arte + lógos, tratado

. teoria geral e estudos especializados sobre os procedimentos, instrumentos e objectos próprios de qualquer técnica, arte ou ofício; . linguagem específica de uma arte ou ciência


 

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O MOVIMENTO HIGHTECH -

Referência: MONTANER, Joseph M. Depois do Movimento Moderno. Arquitetura da segunda metade do século XX. Barcelona: Gustavo Gili, 2001.

1. A saída pela alta tecnologia

Desde meados do século XIX a arquitetura se desenvolveu sobre a base das possibilidades formais da utilização de novos materiais e do suporte das tecnologias. Referência clássica: Palácio de Cristal e Torre Eiffel.
Nos anos 60 do século XX apareceram as utopias tecnológicas (Metabolistas e Archigram), e nos
anos 80, retorna uma confiança racionalista na tecnologia. Nas sociedades avançadas, a tecnologia é a ideologia universal, a "única saída". O modelo assume uma rejeição aos jogos formais decorativos e arbitrários, admite a vigência dos princípios básicos das vanguardas do início do século: tecnologia como fonte de inspiração, e busca resolver o máximo de questões com o mínimo de forma.

As principais características:
. em muitas obras high tech, mostra-se que a arquitetura, projeto e construção não só fazem parte de uma só unidade, mas que o projeto gira em torno da função estrita de sua realização, da forma de construção e do momento épico de sua elevação.
. a maior parte apresenta elementos mais agressivos, duros e anti-humanos derivados das utopias dos anos 60 e 70. É evidente um grande papel cenográfico deste tipo de arquitetura, definir uma linguagem comercial, um logotipo empresarial, ser símbolo da expressão do poder.


Principais Arquitetos:
. Norman Foster: cuidados desenho, isento de brutalismo arquitetônico.
Ex: arranha-céus Hong Kong Shangai Corporation. Expressão máxima do poder da tecnologia. Evidencia o processo de montagem. As fachadas mostram os núcleos de serviço, instalações, elevadores, escadas. Protetores solares horizontais com forma aerodinâmica. Acredita que arquitetura de alta tecnologia "resolvesse de forma integrada os diversos condicionantes e elementos". Conceitos de flexibilidade e participação dos usuários. Trata-se definitivamente de mais uma ocasião em que a arquitetura mostre claramente como chegar a ser um contundente símbolo de poder econômico. Modelo de perfeição e síntese. Ênfase na poética de montagem das peças.

Renzo Piano: Opta pela tecnologia e se desembaraça das preocupações teóricas típicas de seus compatriotas e da busca da qualidade em formas herdadas da tradição.
Projeto de ampliação do IRCAM em Paris, apresenta ressonâncias evidentes da transparência e composição da Maison du Verre de Pierre Chareaux.
Arquitetura rigorosa e sobriamente tecnológica, paixão pelo desenho de componentes individuais que se articulam em um todo coerente, seguindo uma idéia global. Evidência das partes ativas. Influências de Buckminster Fuller e Z. S. Mackowski, Waschsmann, Le Ricolais.

Jean Nouvel: Container envidraçado. Um edifício homogêneo que abriga atividades diversas implicando em evidentes disfunções: cruzamentos de circulação, confusões entre espaços públicos e semi-privados. Tendência que conduz a edifícios gigantes com uma grande multiplicidade de funções dentro de um mesmo ambiente. Ex: Rem Koolhaas.

Santiago Calatrava: As formas de cada construção são o resultado da expressividade formal do prórpio caminho das forças. Paradigma de dois opostos: a máquina e a obra de arte. Influências de Gaudi, Félix Candela, Eero Sarinem, Kenzo Tange, Pier Luigi Nervi e Jorn Utzon. Segundo o autor, ele rompe as fronteiras tradicionais entre escultura, arquitetura e engenharia, mas depois cai num maneirismo e arbitrariedade.

Richard Rogers:
Jacques Herzog e Pierre de Meuron:
Michael Hopkins:
Cedric Price:
Ove Arup:
Peter Rice:

Final dos anos 80: estética da máquina banhada com o saber da metrópole dos fins do séc. XX.