Localizado no Campus de Goiabeiras, o edifício porposto vem fazer parte do projeto de expansão da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES - abrigando em seu interior as atividades administrativas do Centro de Artes(CAR). O CAR concentra os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Artes Visuais, Desenho Industrial, Jornalismo, Publicidade e Música, sendo o conjunto de suas atividades administrativas o ponto de partida para a elaboração do programa deste projeto |
![]() |
Desde os croquis iniciais o projeto investigava a dinâmica do MOVIMENTO, da circulação dos USUÁRIOS pelo Campus, imaginando de que forma o edifício poderia fazer parte e constituir-se como uma EXTENSÃO destes fluxos existentes. Uma RAMPA aparece desde os primeiros desenhos como o elemento construtivo que orienta o podestre para o interior do edifício. Em função dela coordena-se uma INTERFACE com a dinâmica de circulação diária, um movimento de elevação e inclinação que paulatinamente exerce uma influência no restante do planejamento da forma do projeto. | ![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
Partiu-se, por influência de algumas obras de referências análogas e escritos sobre o cotidiano, de uma preocupação com o "caminhar pelo Campus", buscando descobrir os trajetos oficiais e os não-oficiais (atalhos) numa espacialidade existente extremamente democrática. O projeto tentou inserir-se suavemente em meio a estes trajetos, como um prolongamento da FRUIÇÃO através dos espaços da UFES. Dessas "linhas de caminhada" buscou-se introduzir a rampa com um caráter diferenciado e convidativo. Outros espaços foram sendo incorporados ao longo do percurso da rampa: ateliers e salas, espaços de encontro, halls de acesso, etc. |
![]() |
[ O PROGRAMA ] |
[ A EDIFICAÇÃO ] Áreas a serem construídas: . Pavimento Térreo: 594,00 m2 . Pavimento Superior: 594,00 m2 . Mezanino: 81,32 m2 . Rampa: 92,65 m2 ÁREA TOTAL > 1361,97 m2 [ A IMPLANTAÇÃO ] O edifício administrativo buscou se acomodar em um espaço vazio ao redor do eixo que liga o CAR ao acesso de pedestres Sul do Campus, local onde foram instalados os novos pontos de ônibus decorrentes da ampliação da Avenida Fernando Ferrari. Em função disso, vem sendo atribuído a este eixo uma nova dinâmica, mais intensa, e um novo significado que o projeto buscou reforçar. |
![]() |
A implantação obedeceu aos seguintes critérios: a necessidade de remoção de uma única árvore, a não interferência no conjunto edificado existente na sua visual preponderante, ou seja, sua porção nordeste; a proximidade ao estacionamento posterior do Campus; a possibilidade de orientação mais próximo possível do eixo Leste-Oeste, permitindo iluminação natural favorável; a distribuição das aberturas para o conjunto arbóreo localizado a sudeste, proporcionando visuais agradáveis para todos os ambientes; e a distância da Avenida Fernando Ferrari, diminuindo o impacto da poluição sonora e do ar. Estes últimos fatores buscam minimizar o uso de condicionamento artificial a partir de uma organização das aberturas mais coerente com as características do entorno. A proximidade ao estacionamento posterior oferece alternativa mais favorável para os usuário uma vez que o estacionamento principal, próximo à Avenida Fernando Ferrari, é muito exigido em função da agenda de espetáculos do Teatro Universitário e de outros eventos de caráter temporário que comumente utilizam sua área para instalações de tendas e galpões. | ![]() |
![]() |
![]() |